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Três em cada quatro eleitos do PL ignoram carta de Flávio e ampliam isolamento do senador
Três em cada quatro eleitos do PL ignoram carta de Flávio e ampliam isolamento do senador
Por Redação
31/10/2026 às 10:50
Atualizado em 31/10/2026 às 08:40
Foto: Charles Vieira/Arquivo/Divulgação
Flávio Bolsonaro
Levantamento publicado pelo jornal O GLOBO mostra que 117 dos 155 políticos eleitos pelo PL em 2026, o equivalente a 75%, não compartilharam nem defenderam a carta em que Flávio Bolsonaro questionou o resultado das eleições e chegou a se apresentar como o “verdadeiro presidente eleito”. Apenas 38 integrantes do partido endossaram ou divulgaram o documento. O levantamento considerou manifestações de 121 deputados federais, 28 senadores e seis governadores nas redes sociais após o segundo turno, quando Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença de 4,4 milhões de votos.
A pesquisa também identificou que 86% dos eleitos pelo PL não reconheceram publicamente a vitória de Lula. Entre os que se manifestaram em sentido contrário ao discurso de Flávio estão o senador Marcio Bittar e os deputados André Fernandes, Major Vitor Hugo e Rosangela Moro. Já entre os que defenderam a carta estão os senadores Magno Malta e Jorge Seif, o senador eleito Gustavo Gayer e os deputados José Medeiros e Nikolas Ferreira. A direção do partido demonstra preocupação com a repercussão das declarações e avalia que a insistência em acusações de fraude, sem apresentação de provas, pode prejudicar a reorganização da oposição e a construção de alianças no Congresso.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, criticou publicamente a carta e afirmou que o documento não foi aprovado pela legenda. Enquanto isso, Flávio planeja viajar a Washington na próxima semana para ampliar contatos com integrantes do governo de Donald Trump. Entre os encontros pretendidos estão uma reunião com o secretário de Estado, Marco Rubio, além de possíveis conversas com representantes do Departamento do Tesouro e parlamentares republicanos. Uma audiência com Trump também chegou a ser considerada, mas aliados avaliam que seria difícil viabilizá-la neste momento.
