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Wagner nega ter pedido votos para Lucas Reis e lamenta derrota de Zé Neto

Wagner nega ter pedido votos para Lucas Reis e lamenta derrota de Zé Neto

Por Carine Andrade, Política Livre

13/10/2026 às 14:00

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Wagner nega ter pedido votos para Lucas Reis e lamenta derrota de Zé Neto

O senador reeleito Jaques Wagner (PT)

O senador reeleito Jaques Wagner (PT) afirmou que não pediu votos a prefeitos para o deputado federal eleito Lucas Reis (PT), que conquistou 192.080 votos nas eleições do último dia 4 de outubro e alcançou a quinta posição entre os mais votados da Bahia. Em entrevista à Rádio Sociedade, nesta terça-feira (13), o cacique do PT também classificou como uma das maiores surpresas do pleito a derrota do deputado federal Zé Neto (PT), que obteve 104.550 votos, mas não conseguiu renovar o mandato.

Ao comentar a votação de Lucas, seu ex-chefe de gabinete, Wagner reconheceu que a relação política entre os dois naturalmente contribuiu para o desempenho do aliado, mas negou ter mobilizado prefeitos para impulsionar a candidatura.

“Eu nunca peguei no telefone para pedir a prefeito para ele. Ele caminhou, evidentemente, com a minha referência”, declarou o senador, ao destacar que Lucas trabalhou intensamente durante a campanha e construiu a própria votação.

A declaração ocorre após o deputado eleito alcançar um resultado expressivo em sua primeira disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Além de Lucas, Wagner destacou a eleição de Olívia Santana (PCdoB) e Maria Marighella (PT) como exemplos de renovação na bancada federal baiana.

O resultado de Lucas também evidencia a força eleitoral de quadros que construíram suas trajetórias nos bastidores da política e em equipes de lideranças já consolidadas. A ligação com Wagner foi uma referência importante para o candidato, embora o senador tenha ressaltado que não atuou diretamente pedindo votos a gestores municipais.

Sobre a derrota de Zé Neto, Wagner não escondeu a surpresa com o resultado. O deputado federal ficou sem mandato, apesar de sua presença política em Feira de Santana, seu principal reduto eleitoral, e de sua base em outros municípios baianos.

“Para mim, sinceramente, foi uma das maiores surpresas que eu vi nessa eleição”, afirmou o senador.

Como uma das possíveis explicações para o revés, Wagner apontou a concentração dos esforços de Zé Neto na campanha municipal da Princesa do Sertão, onde o petista disputou a Prefeitura em 2024 e em outras cinco eleições. Na avaliação do senador, o envolvimento com a disputa pode ter reduzido a capacidade do deputado de manter a articulação em outras cidades nas quais já possuía votação expressiva.

“Alguns acham que o problema foi como ele se dedicou muito à campanha de Feira, ele não pôde se dedicar aos outros municípios onde também já teve voto na eleição passada, em 2022”, disse.

Wagner ponderou que a hipótese pode ter contribuído para fragilizar a candidatura fora de Feira, embora tenha reconhecido que Zé Neto obteve uma votação significativa. O senador, no entanto, chamou atenção para outro fator determinante na eleição proporcional: a composição das chapas partidárias.

“Ele teve mais de 100 mil votos e não foi eleito, enquanto tinha outras chapas em que teve gente eleita com 60 mil, 63 mil votos”, observou.

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