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PSOL pede que Ministério Público apure exoneração de servidora da gestão Tarcísio que criticou Flávio
PSOL pede que Ministério Público apure exoneração de servidora da gestão Tarcísio que criticou Flávio
Por Carlos Petrocilo/Folhapress
01/11/2026 às 16:29
Foto: Pablo Jacob/Arquivo/Governo de SP
Tarcísio de Freitas
A deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi, também do PSOL, protocolaram nesta sexta-feira (30) uma representação no Ministério Público de São Paulo pedindo a apuração da exoneração da servidora com deficiência Silvana Pereira Gimenes na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Servidora há 41 anos, Gimenes ocupava a coordenação de Desenvolvimento de Programas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e foi exonerada em ato publicado no Diário Oficial de 28 de outubro. Gimenes permanece sendo funcionária pública.
A exoneração ocorreu após ela criticar nas redes sociais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por ter chamado o presidente Lula (PT) de "nove dedos", durante o debate da TV Globo. A fala é classificada como capacitista.
Na representação, os parlamentares apontam a possibilidade de retaliação política, desvio de finalidade e violação aos direitos das pessoas com deficiência.
O documento, dirigido às Promotorias de Justiça do Patrimônio Público e Social, tem como alvos Tarcísio e o secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.
A gestão Tarcísio nega qualquer relação entre as críticas feitas pela servidora e Flávio, aliado do governador. Ao Uol, o Governo de SP disse que a exoneração decorreu de ajustes administrativos.
Na representação, os psolistas pedem esclarecimentos sobre os "ajustes administrativos" alegados pelo governo, como sua natureza, a data em que foram planejados e a existência de outras exonerações ou mudanças na estrutura da pasta no mesmo período.
Também requerem a identificação dos agentes públicos responsáveis pela determinação e formalização da exoneração e, caso sejam constatadas irregularidades, a adoção das medidas administrativas e judiciais cabíveis.
