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CEO de instituto de Mendonça diz que dinheiro de parceiro de Vorcaro bancou custos iniciais de entidade
CEO de instituto de Mendonça diz que dinheiro de parceiro de Vorcaro bancou custos iniciais de entidade
Cedro Participações, que firmou contrato de mútuo e repassou R$ 5 milhões ao Iter, é de Lucas Kallas
Por Mônica Bergamo/Folhapress
17/09/2026 às 17:15
Atualizado em 17/09/2026 às 22:12
Foto: Cedro/Divulgação
O empresário Lucas Kallas, fundador da Cedro
O CEO do Iter, instituto educacional fundado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, afirma que os recursos da holding Cedro Participações que entraram no caixa da entidade serviram para cobrir "custos operacionais e iniciais" quando ela foi lançada.
Ex-ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, Victor Godoy diz que o Iter firmou um contrato de R$ 5,9 milhões com a Cedro. "A ideia foi cobrir, com esse valor, os custos operacionais e iniciais para o instituto funcionar", disse ele à coluna. O acordo foi revelado pelo UOL.
A Cedro foi fundada por Lucas Kallas, empresário mineiro dos setores de mineração, agronegócio e logística que foi parceiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em outros negócios.
O contrato da empresa com o instituto de Mendonça foi firmado em 2024. "Estávamos buscando um parceiro. Não queríamos doações de ninguém", diz Godoy. "Pactuamos, então, um empréstimo dentro da lógica de mercado".
Segundo ele, a Cedro desembolsou parte dos recursos. No total, foram R$ 5 milhões em um contrato de mútuo, em que os valores podem ser convertidos em ações. Como o Iter será transformado em sociedade sem fins lucrativos, os recursos começaram a ser devolvidos de forma antecipada.
Até agora, 5,3% do total já teriam sido pagos de volta à Cedro.
Já a empresa afirmou que estava analisando diversas oportunidades na área de educação e escolheu o Iter para investir.
Em 2023, Lucas Kallas detinha 8% da empresa de biotecnologia Biomm, fundada, entre outros, pelo ex-ministro Walfrido Mares Guia. Um ano depois, a gestora WNT, ligada a Vorcaro, comprou ações da mesma companhia.
Ele investiu também na gestora Latache Capital, acionista da Oncoclínicas, que alocou R$ 478 milhões em CDBs do Banco Master.
Em junho, Lucas Kallas foi indiciado sob suspeita de integrar um esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Um mês depois, ele deixou a presidência do conselho de administração da Cedro.
